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Ex-marido de Preta Gil vai receber tud.. Ver mais

Durante um dos períodos mais difíceis de sua vida, a cantora Preta Gil (1974–2025) enfrentou não apenas a luta contra o câncer no intestino, mas também o abalo emocional causado pelo fim de seu casamento com o personal trainer Rodrigo Godoy. O relacionamento de oito anos chegou ao fim de maneira dolorosa, marcada por abandono, infidelidade e decepções profundas.

A separação foi anunciada no início de 2023, coincidentemente no mesmo mês em que Preta recebeu o diagnóstico da doença que mais tarde ceifaria sua vida. Embora a traição tenha sido exposta posteriormente, ela afirma que o distanciamento do então marido já era evidente muito antes da descoberta da infidelidade.

“Me separei dele antes de saber da traição, porque ele me abandonou doente. Saía, me deixava sozinha em casa”, desabafou Preta em entrevista ao programa De Frente com Blogueirinha. “Sugeri que fizéssemos terapia, achava que o diagnóstico o afetava, que ele estava em choque com a minha doença”, completou.

O baque do abandono no momento mais frágil

A dor da traição foi intensificada pela vulnerabilidade do momento. Enquanto enfrentava sessões de quimioterapia e todo o desgaste emocional de um tratamento oncológico agressivo, Preta esperava apoio e cuidado. Em vez disso, sentiu-se sozinha, ignorada e invisível dentro do próprio lar.

“Na hora em que mais precisei, ele simplesmente se ausentou. Isso dói mais do que qualquer diagnóstico”, teria confidenciado a amigos próximos.

O relacionamento, que começou com uma cerimônia romântica em 2015, cercada por declarações de amor e promessas de parceria eterna, teve um desfecho marcado por silêncio, afastamento e traições que deixaram cicatrizes mais profundas do que qualquer procedimento médico.

A outra face da decepção: Ingrid Lima, a ex-funcionária

O episódio ganhou contornos ainda mais dramáticos quando veio à tona que a traição envolvia Ingrid Lima, que até então era stylist de confiança da cantora. Preta relatou que, mesmo antes de saber da infidelidade, já havia sentido um desconforto com a ex-funcionária.

“É aquela intuição feminina que a gente não sabe explicar. Comecei a me incomodar com ela sem saber o motivo. Tinha algo que não descia”, contou.

Diante da sensação persistente, Preta decidiu encerrar a relação profissional com Ingrid antes mesmo de descobrir o envolvimento entre a stylist e seu então marido. Mais tarde, as suspeitas foram confirmadas, transformando sua intuição em dor concreta.

Reencontro sem volta

Mesmo após a separação e a exposição pública da traição, os dois chegaram a se reencontrar meses depois para uma conversa definitiva. Segundo Preta, o diálogo foi difícil, mas necessário para encerrar de vez o ciclo emocional que ainda restava.

“Foi uma conversa dura. Retomar não era mais possível. Tirei até o sobrenome dele da minha identidade. Começou bonito, mas terminou de forma trágica”, disse, encerrando qualquer possibilidade de reconciliação.

Uma despedida marcada por força e lucidez

Preta Gil enfrentou o câncer com a mesma coragem com que sempre viveu sua vida artística e pessoal: de forma intensa, honesta e com o coração exposto. Compartilhou cada etapa do tratamento com seus seguidores nas redes sociais, falou abertamente sobre as dificuldades físicas e emocionais e não escondeu suas dores, sejam elas causadas pela doença ou pelas decepções afetivas.

A revelação da traição não foi feita para causar escândalo, mas como parte de um processo de cura emocional. Ao expor o que viveu, Preta buscava alertar outras mulheres sobre os sinais do abandono emocional, do desrespeito e da violência silenciosa que muitas vezes se esconde por trás de relacionamentos aparentemente estáveis.

“Não é só sobre traição. É sobre não estar presente quando alguém mais precisa. É sobre humanidade, empatia e respeito. E eu merecia tudo isso”, afirmou em uma de suas últimas declarações públicas sobre o caso.

Legado de amor-próprio e coragem

Preta Gil faleceu em julho de 2025, aos 51 anos, deixando um legado de força, autenticidade e superação. Sua trajetória artística foi marcada por hits, shows vibrantes e discursos potentes em defesa da liberdade, da autoestima e da diversidade. Mas foi em seus últimos anos, enfrentando a doença e revelando as feridas emocionais, que ela mostrou sua versão mais humana e inspiradora.

Mesmo diante da traição e do abandono, Preta escolheu não se calar. Transformou a dor em narrativa, a perda em alerta e a decepção em aprendizado. Seu testemunho segue como um grito de resistência e dignidade — ecoando muito além dos palcos e das manchetes.

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