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Juliette ex-bbb fica com rosto inchado após ela passar E$P€RM4 de s… Ver mais

A cantora Juliette, vencedora do BBB21 e influenciadora com milhões de seguidores, virou assunto nas redes sociais ao surgir com o rosto visivelmente inchado após um procedimento estético inusitado: um tratamento à base de esperma de salmão. A escolha curiosa reacendeu o debate sobre os limites da vaidade, os modismos do universo da estética e os riscos de tratamentos que prometem rejuvenescimento milagroso, mas ainda carecem de respaldo científico.

Em seus stories no Instagram, Juliette contou que está passando por uma série de cuidados com a pele e revelou que um deles envolve o uso do esperma do peixe. O detalhe, que parece cômico à primeira vista, é parte de uma tendência crescente nos bastidores da indústria da beleza, que aposta em ingredientes exóticos para combater os sinais do tempo. No entanto, o tratamento causou um efeito adverso visível: a artista mostrou-se com o rosto inchado, o que gerou ainda mais curiosidade — e preocupação — entre fãs e especialistas.

Afinal, o que é esse tratamento?

Apesar do nome chamativo, o procedimento não envolve a aplicação direta de esperma de salmão no rosto. O ingrediente de interesse é o polidesoxirribonucleotídeo (PDRN), uma substância derivada do DNA presente no sêmen do peixe. Essa molécula tem sido estudada por suas propriedades regenerativas e anti-inflamatórias, o que explicaria seu apelo como possível agente de rejuvenescimento.

O PDRN pode ser encontrado em duas formas principais: como cosmético tópico, de uso superficial, ou em formato injetável, que é o mais divulgado nas redes sociais como potencialmente eficaz. E é justamente nesse ponto que começam as polêmicas.

É seguro? Especialistas dizem que não há comprovação científica

O maior argumento de venda do PDRN é sua suposta capacidade de regenerar tecidos, estimular a produção de colágeno e melhorar a textura da pele. No entanto, a ciência ainda não validou essas promessas no contexto estético.

“O que se tem até agora são estudos muito preliminares. O único estudo mais robusto foi publicado na revista Nature em 2020, mas ele tratava de cicatrização de feridas em diabéticos, não de rugas ou flacidez facial”, explica a dermatologista Edileia Bagatin, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Segundo ela, extrapolar esses efeitos para tratamentos estéticos é precipitado e pode ser perigoso: “Não temos evidências clínicas sólidas que atestem a eficácia ou a segurança do uso estético do PDRN. Usar substâncias injetáveis sem respaldo técnico é um risco para o paciente e uma infração sanitária”.

E no Brasil, é permitido?

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autoriza o uso do PDRN apenas como cosmético de uso tópico, ou seja, produtos que atuam superficialmente na pele, sem penetração profunda ou efeito sistêmico. O uso injetável, que é o mais promovido por clínicas e influenciadores, não é aprovado no país.

Mesmo assim, o que se vê nas redes sociais é um cenário completamente diferente. Procedimentos com microagulhamento ou aplicação direta da substância são amplamente divulgados, com promessas de “pele de porcelana” e “efeito lifting instantâneo”. De acordo com a SBD, essa prática é irregular.

“Algumas empresas registram o produto como cosmético, mas incentivam o uso injetável por baixo dos panos. Isso cria uma zona cinzenta perigosa, onde o médico fica exposto legalmente e o paciente corre riscos de reações adversas sem ter noção do que está sendo feito”, alerta Bagatin.

Em 2024, a Anvisa chegou a suspender uma dessas marcas por exatamente esse motivo. Embora o produto estivesse registrado como cosmético, a embalagem dava pistas de que seria usado de forma invasiva. O caso gerou um alerta dentro da comunidade médica e reforçou a importância de se seguir protocolos éticos e científicos.

A influência de celebridades e o impacto nas redes

Quando alguém com o alcance de Juliette compartilha um procedimento como esse, o impacto é imediato. A busca por termos como “esperma de salmão”, “PDRN” e “rejuvenescimento facial” dispara. O problema é que, muitas vezes, o público não tem acesso às informações completas e se guia apenas pelo marketing ou pelos resultados visuais mostrados online.

“É importante que influenciadores tenham responsabilidade ao divulgar tratamentos sem base científica. O risco de normalizar práticas inseguras é enorme, especialmente entre jovens que querem repetir o que veem sem entender os riscos”, conclui a dermatologista da SBD.


Conclusão: entre a vaidade e a ciência, o bom senso deve prevalecer

A estética evolui rapidamente, e novos ativos surgem todos os dias com promessas sedutoras. No entanto, nem tudo que é tendência nas redes é seguro ou eficaz. No caso do esperma de salmão, a ciência ainda caminha a passos lentos, e o uso injetável continua proibido no Brasil.

Para quem busca rejuvenescimento, a melhor estratégia continua sendo procurar um profissional qualificado, que trabalhe com evidências e dentro das normas sanitárias. Afinal, quando o assunto é saúde, não vale correr riscos só para seguir uma moda.

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